+ Vá de bike! +
Aqui você encontra textos sobre o uso da bicicleta como meio de transporte, mountain-bike, ciclismo em geral e, vez ou outra, sobre cultura web e computer games. Há também alguns textos que eu escrevi sobre gestão de TI e de equipes, veja o arquivo do site.
Para entender por que eu defendo o uso da bicicleta como meio de transporte,clique aqui.
No Brasil, as classes média e alta ainda idolatram os carros grandes. Os SUVs (também chamados de jipões) são aqueles carros altos, largos, compridos, pesados e que geralmente circulam com apenas uma pessoa dentro, apesar de terem espaço para carregar um boi. Símbolo de status e poder, ainda hoje são o sonho de consumo de muita gente. A justificativa de quem gosta de um carro desse tipo é sempre a mesma: mais segurança para o motorista, por ser um carro mais "robusto", e sensação de status para quem dirige, por estar acima dos demais veículos.
Enquanto um dos motivos é bastante egoísta (melhorar a própria segurança, ao custo da dos outros), a segunda demonstra uma extrema falta de auto-estima - freqüentemente satirizada com referências ao tamanho de certa parte da anatomia masculina.
Eu não gosto de SUVs. Sei que ao ler isso, muita gente vai pensar "não gosta porque não pode ter uma" ou "isso é inveja". Mas não é isso não. Vou explicar.
Um SUV na rua é uma afronta
Em movimento, um SUV é um perigo, principalmente porque muitos motoristas as utilizam para obter mais "respeito" no trânsito. Mas respeito é pra quem tem, é algo que se conquista... Essas pessoas escolhem esse tipo de carro para não precisar tomar tanto cuidado no trânsito, partindo do princípio de que os outros é que deverão tomar cuidado, já que o carro é grande e numa colisão fará bastante estrago. Esse é o tipo de "respeito" que o carro oferece.
Parado, o SUV ocupa muito espaço. Principalmente parada no trânsito. Mais largo que os outros carros, torna-se um entrave para ciclistas e motociclistas, já que não sobra espaço de nenhum dos lados para ultrapassá-lo. É também um risco maior para os demais veículos, pois a distância entre eles diminui.
Muita gente que estava em uma minivan passou ao lado de um SUV e viu que não estava tão por cima quanto pensava. É impressionante o número de pessoas que deixa sua minivan para levar um utilitário esportivo.
Sua altura, que isola o motorista do olhar dos outros condutores, é a desculpa ideal para a atitude de "não estou te vendo" ao dirigir. Esse é um dos tipos de "status" que o SUV dá: a falsa ilusão de superioridade (o outro é a pretensa superioridade econômica). Ficar mais alto que os outros motoristas e perder o contato olho-no-olho torna mais fácil ver os outros apenas como carros em vez de pessoas. E como carros menores, mais fracos, que podem ser empurrados pra lá com a simples ameaça de ir em direção a eles. Na hora da raiva, não ter que olhar nos olhos da vítima torna mais fácil se vingar dela.
Ninguém me fecha.
Luciane Sabbag
32 anos, publicitária
e feliz proprietária
de um Kia Sportage
E é justamente essa altura maior que o normal que faz o carro ser mais suscetível a capotamentos, pois seu centro de gravidade fica mais longe do chão. Essa é a verdadeira "segurança" que o carro oferece.
Com motores que consomem mais combustível (afinal, mover duas toneladas de metal para carregar 100 quilos de ser humano demanda muita energia), os SUVs poluem mais. A situação piora quando o motor é movido a diesel, que libera poluentes como enxofre e chumbo. Aliás, se você vir um SUV por aí soltando fumaça preta pelo escapamento e sujando o ar que você respira, denuncie. O dono de um carro desses não tem nem a desculpa de não ter dinheiro para consertar o carro: se não tiver, que o venda e compre um mais barato e menos poluente.
Vendas caindo nos EUA, rejeição na Europa
Não é um "Hot Wheels", é um Hummer...
Nos EUA, os carrões de luxo e os SUVs estão em decadência, por gastarem mais em combustível e por seu valor estar em contínuo declínio. Quem tenta vender um carro desses por lá, perde bastante dinheiro, principalmente se fez financiamento para comprar. As pessoas começam a evitar carros desse tipo, o que se percebe no preço de venda.
A General Motors vai fechar 4 fábricas de produção de SUVs e pickups, e considera a hipótese de vender a marca Hummer. O Hummer é aquele carro extremamente largo, grande e pesado, que descende do veículo militar Humvee e que não precisa (sabe-se lá por que) cumprir os padrões americanos de eficiência de combustível. Polui que é uma desgraça, ocupa mais de uma pista de circulação nas ruas e ofende os outros usuários da via com seu egoísmo. Já vi aqui em São Paulo, em mais de uma ocasião, algum motorista patético circulando com um tanque desses na rua. Em uma das ocasiões, vi primeiro uma fumaça preta que imaginei vir de algum incêndio; procurando melhor a origem da fumaça, vi o Hummer virando em uma rua, antes que eu pudesse anotar sua placa (se é que tinha) para denunciá-lo à CETESB.
Na Europa, a rejeição aos SUVs não é de hoje. Há vários anos, ativistas já combatem o uso desses veículos. A Associação de Professores e Mestres da Inglaterra luta contra o uso de automóveis 4x4 para levar as crianças à escola, alegando que "podem matar ou ferir gravemente duas ou quatro vezes mais do que os carros comuns". O motorista não tem visão de uma criança pequena na frente do carro e uma colisão atinge diretamente o tórax ou a cabeça dessa criança.
A Suíça vai fazer um plebiscito com o objetivo de banir o uso dos SUVs, pelo menos da forma que são hoje. Querem estabelecer normas para que sejam produzidos apenas veículos que poluam até certo limite, pesem menos de 2.2 toneladas, tenham uma frente mais segura para quem está do lado de fora e que os motores a diesel venham com filtros de partículas. Carros já existentes que não se enquadrem nesse padrão devem ter um limite de velocidade de 100 km/h. Tudo muito justo. Segundo os ativistas de lá, essa iniciativa "desacelera o aquecimento global, protege os ciclistas, pedestres e crianças, pára a guerra armada nas ruas... reduz a poluição e ainda é razoável".
Saiba Mais
SUVs matam mais
Instrutor de pilotagem da BMW afirma que os "jipões" (SUVs) correm mais risco de capotamento
SUVs na mira
Iniciativas anti-SUV na Europa e como seus admiradores tentam defendê-los
Um SUV ocupa mais espaço
Foto que ilustra na prática como os proprietários de SUV ocupam mais espaço e não se importam nem um pouco com isso
O meu é maior que o seu
A guerrinha infantil entre adultos que tentam provar que são alguém na vida
Por que SUVs são um lixo
Site em inglês, com dezenas de motivos para não utilizar um SUV. O site diz, por exemplo, que trocar um carro mediano por um SUV durante um ano desperdiçaria mais energia que deixar uma televisão ligada por 28 anos...
A Specialized, tradicional fabricante de bicicletas, e o Google, que dispensa apresentações, fizeram um concurso chamado Innovate or Die (em uma tradução literal, "inove ou morra"), onde os participantes deveriam projetar e desenvolver máquinas movidas a pedal (bicicletas ou não) que tivessem "impacto ambiental", ou seja, que contribuíssem de alguma forma com o meio ambiente. Substituir algo feito com motores por energia movida a pedal já seria uma contribuição e tanto, afinal seria utilizada energia limpa em vez de combustíveis fósseis e energia elétrica (que, à sua maneira, também causa degradação ao ambiente).
O concurso ocorreu no ano passado, mas não foi divulgado no Brasil porque alguns poucos países poderiam participar. Ok, então é notícia velha? É. Mas eu não tinha ouvido falar nisso até agora e imagino que a maioria de vocês também não. Por isso resolvi postar aqui.
102 invenções foram inscritas no concurso, entre propostas enviadas por equipes e inventores solitários. O projeto vencedor foi o de uma bicicleta para buscar, filtrar e armazenar água, com a proposta de ser utilizada em regiões onde as pessoas precisam andar bastante para buscar água geralmente suja:
Os autores da invenção admitem que o design e os materiais utilizados a tornam economicamente inviável para as regiões às quais ela se propõe, mas a idéia não deixa de ser boa.
Outros projetos selecionados foram:
A máquina multi-uso a pedal, com mais funções que um canivete suíço: amolador de facas, moedor de grãos, debulhador de milho, gerador de energia elétrica, liquidificador e bomba d'água. O autor da invenção afirma que ela já é usada na zona rural da Guatemala e que ele continua trabalhando para desenvolver novas utilidades para encaixar nessa ferramenta multi-uso. É uma adaptação de uma bicicleta, para funcionar apenas de forma estática.
Uma bicicleta multi-uso, com diversas utilizações (funciona até para serrar madeira). Tem menos usos que a do item acima, mas um diferencial é poder pedalar com ela até onde será utilizada.
Cinema movido a pedal, em que as bicicletas são utilizadas tanto para levar o cinema para onde ocorrerá a sessão quanto para rodar o filme.
Um laptop, que usa a energia gerada por pedais para funcionar. Feito por uma turma do MIT que, aparentemente, não tinha estímulo para usar uma ergométrica (pedalar uma de verdade então, nem pensar...)
Um limpador de neve, para usar energia limpa em uma tarefa que tradicionalmente consome combustível fóssil (diesel?).
Um dos argumentos usados como desculpa para quem não quer tirar a bunda de dentro do carro é que pedalar nas ruas de uma cidade grande como São Paulo faz mal para a saúde, por causa da poluição. Relevando-se o fato de que as pessoas que reclamam da poluição deveriam fazer sua parte poluindo menos, vamos avaliar essa afirmação.
É óbvio que pedalar no meio do mato é melhor do que pedalar nas avenidas, mas como tiraram toda a vegetação das ruas para os cuspidores de fumaça passarem, é o que sobrou para chegarmos onde queremos. De bicicleta, é sempre preferível utilizar vias alternativas em vez das grandes avenidas, não só porque a poluição não é tão concentrada mas também por uma questão de segurança do ciclista (menos carros e em menor velocidade).
Alguns afirmam que o ciclista "respira mais" que um motorista sedentário - o que de certa forma é verdade - e que por isso ele inalaria mais poluentes, principalmente por não estar protegido por metal e vidro. Essa afirmação é bastante contestável. Vamos analisar alguns fatores:
A bicicleta, em horários de pico, é mais rápida que o carro.
Veja aqui, aqui e aqui. Portanto, você respira por mais tempo indo de carro do que se estivesse de bicicleta, o que por si só equipara a quantidade total de ar respirado com a de quem respira em maior quantidade, durante menos tempo. E esse argumento (do volume de ar inalado) nem merece ser discutido mais a fundo, porque parte da premissa de que uma maneira de evitar a poluição seria respirar menos e continuar poluindo - um total contra-senso e um completo absurdo.
O ar dentro do carro é mais poluído que o ar do lado de fora.
Isso é comprovado pelas medições que volta e meia a CETESB ou o Instituto de Poluição Atmosférica da USP fazem: sempre que medem o ar dentro e fora dos veículos, o ar de dentro tem uma concentração de poluentes bem maior que o do lado de fora, porque dentro do carro os poluentes não se dissipam.
O ar condicionado do carro não impede a entrada de poluentes.
Quando o motorista fecha a entrada de ar externo, há alguma diminuição na entrada de poluentes. Mas o automóvel não é uma câmara selada e os poluentes acabam entrando mesmo assim. Como não se dissipam e não têm por onde sair, acabam sendo inalados pelos ocupantes. Você pode comprovar isso fechando as entradas de ar de um veículo e permanecendo alguns instantes atrás de outro que esteja soltando bastante fumaça: o cheiro dessa fumaça será sentido dentro do carro e permanecerá lá por bastante tempo, mesmo ao se afastar do causador do problema.
O uso contínuo do ar condicionado pode trazer outros problemas além da poluição.
Os filtros têm predisposição para a proliferação de bactérias, que podem causar irritações e doenças respiratórias, além de possíveis problemas causados pelas variações bruscas de temperatura ao entrar e sair do carro.
Nos bordos da pista, a poluição está menos concentrada.
Boa parte dos poluentes, principalmente o material particulado (a chamada fuligem, que também vai para os pulmões), ficam concentrados principalmente na via ou sobem praticamente na vertical. Nos bordos da pista, onde circulam os ciclistas, a concentração é um pouco menor. Se considerarmos a alternativa de utilizar vias de menor fluxo, a inalação desses materiais diminui ainda mais.
O exercício físico regular traz diversos outros benefícios.
Mesmo quando praticado dentro de uma cidade grande, o exercício físico regular traz diversos benefícios: previne problemas cardíacos, aumenta a resistência aeróbica, reduz a obesidade, ativa a musculatura de todo o corpo, diminui a ocorrência de doenças crônicas e problemas cardíacos e aumenta a expectativa de vida em até três anos. Isso quer dizer que mesmo que haja algum prejuízo devido à poluição, na média você sai ganhando. Ou você realmente acha que é mais saudável ir trabalhar sentado sedentariamente dentro de um carro, tendo como exercício físico diário apenas 100 metros de caminhada? :)
Além de todos os argumentos acima, ainda tem uma falha enorme nesse raciocínio: respirar faz parte da vida! Não temos que nos preocupar em respirar menos e sim em poluir menos. Se o ar está poluído demais, faça sua parte deixando o carro em casa, nem que seja uma vez por semana.
Saiba Mais
Sedentarismo é pior que poluição
"Em geral, o benefício [da pratica esportiva] é maior do que a perda [causada pela poluição]. Há benefícios cardiovasculares, para a pressão arterial, para a diminuição do colesterol."
(Folha Online)
Ar é mais poluído dentro do que fora do carro
"Quem está dentro de um carro - mesmo com os vidros fechados - respira um ar até sete vezes mais poluído do que um pedestre que anda pela calçada"
"O ar-condicionado também puxa o ar de fora, então, de qualquer maneira o motorista vai respirar os poluentes" - Jesuíno Romano, gerente de avaliação da qualidade do ar da Cetesb"
(Jornal da Tarde)
Ar dentro do carro é mais poluído que fora
"É mais saudável andar à beira de uma estrada movimentada e respirar a fumaça que sai do escapamento dos veículos do que sentar confortavelmente em um carro com ar condicionado" - Robert Baker, presidente da Associação da Qualidade do Ar em Interiores dos Estados Unidos
(Ambiente Brasil)
Poluição do ar no interior do carro afeta o coração
"Os motoristas avaliados demonstraram estresse cardiovascular (...) mudanças do ritmo cardíaco e alterações no sangue que podem levar à formação de coágulos"
(Folha Online)
Cheiro de carro novo só faz bem ao olfato
"essa desejada fragrância está ligada a elementos químicos que podem causar alergia, irritação e até câncer"
(Folha Online)
Cheiro de carro novo pode ser mau
"o tolueno é uma substância orgânica volátil que interfere nas hemoglobinas (...) e pode provocar disfunções na respiração"
(Folha Online, só para assinantes)
Seis anos atrás, o Conama fez uma resolução obrigando a ter menos enxofre no diesel a partir de janeiro de 2009. O motivo para isso é que a concentração no ar anda 50 vezes maior que os padrões internacionais.
As montadoras de veículos (que têm que adaptar seus carros) e a Petrobras (que tem que limpar seu combustível) querem adiar essa mudança. Eles dizem que não tiveram tempo para fazer as mudanças necessárias em suas linhas de produção e bla bla bla.
Eles alegam que a ANP publicou as especificações do tal "diesel S-50" somente em outubro de 2007, o que "atrasou o cronograma"...
Imagem que ilustra artigo da revista Scientific American Brasil, com a informação de que 12 a cada 100 consultas no Pronto Socorro do Incor estão associadas a problemas causados pela poluição do ar. Na imagem, crianças fazem inalação em hospital.
Espera aí, acho que não entendi (parte 1):
Nos cinco anos que antecederam a divulgação da especificação, não dava pra ter uma idéia de como ela seria e já ir se preparando, pesquisando o assunto e tal? Afinal, há um padrão internacional para a quantidade de enxofre no diesel, não é?
Espera aí, acho que não entendi (parte 2):
Se há um padrão internacional para a quantidade de enxofre no diesel, qual a dificuldade em adaptar os carros, se TODAS as montadoras de veículos têm matriz no exterior e filiais no mundo todo? Nenhuma delas tem a tecnologia necessária já desenvolvida??
Espera aí, acho que não entendi (parte 3):
14 meses não é tempo suficiente para desenvolver, adaptar - ou o raio que seja - os motores para trabalharem com o tal diesel? Nem o processo de produção do combustível para que ele esteja nos níveis internacionais?
Espera aí, acho que entendi!! O problema deve ser que não levaram a lei a sério, ou não quiseram gastar a grana necessária pra fazer essas pesquisas e adaptações todas...
O enxofre é o poluente mais nocivo à saúde humana e causa a morte de cerca de 3 mil pessoas ao ano - só em São Paulo! O paulistano tem 20% mais risco de ter câncer de pulmão e 30% de sofrer doenças cardiovasculares, devido à poluição do ar.
Aí vem a pergunta: as pessoas vão continuar morrendo porque as montadoras não querem gastar dinheiro numa coisa que não dá retorno?
Elas têm mais é que se virar! Pedala, Petrobras! Vocês não se preocupam com o meio ambiente? Se vira, Volkswagen! Vocês não produzem carros ecológicos? Se virem, Ford, Mercedes, Fiat, GM e outros mais! Tem que dar um jeito! Não fez ainda? Corre atrás do prejuízo! SE VIRA! Ou vão continuar matando gente? Matar sem olhar nos olhos da vítima não pesa na consciência, né?
E o que podemos fazer?
11 organizações, entre elas Greenpeace, SOS Mata Atlântica e até o IDEC, prepararam um abaixo-assinadopara fazer cumprir a lei. É mole? É o fim da picada ter que fazer isso para que a lei seja cumprida... Mas se não fizermos nada, essas empresas vão continuar fazendo o que quiserem e que se dane a saúde da gente!
Quem quiser acrescentar o nome, não custa nada, não tem que ficar dando RG nem CPF, muito menos os dados do cartão de crédito. É só enviar um e-mail para a Zuleica Goulart ( Zuleica@isps.org.br ), do Movimento Nossa São Paulo, até o dia 21 de agosto de 2008, dizendo que apóia a causa e quer participar do abaixo assinado pela diminuição do enxofre no diesel. Só isso.
Uma revista inteira sobre bicicleta como meio de transporte!
Está nas bancas desde o dia 6 uma edição especial da revista Vida Simples chamada "Vá de Bicicleta", com o subtítulo "faz bem para a saúde, para o trânsito e para o meio ambiente".
Se você tem vontade de experimentar a bicicleta para pequenos deslocamentos, ou se você já o faz e quer saber um pouco mais, vale a pena comprar a revista. Provavelmente fica nas bancas até o final do mês.
O conteúdo e a abordagem estão excelentes e mesmo os cicloativistas que conhecem muito bem o assunto reclamaram de apenas um pequeno ponto*. A edição traz muitas dicas sobre o uso da bicicleta, equipamentos, manutenção, perfil de alguns importantes cicloativistas, depoimentos de quem trocou o carro pela bike, um histórico sobre a luta pela bicicleta como meio de transporte no Brasil, fala sobre a bicicleta em outros países e... ufa! Ainda tem mais na revista!
Obs.: Não ganhei nenhum jabá para escrever isso aqui. Escrevi porque gostei mesmo. Mesmo a revista tendo dito que o + Vá de Bike! + é "pouco atraente visualmente", hehe! :D
* A parte que muitos cicloativistas não concordaram é um trecho que diz que a maioria dos acidentes envolvendo automóveis acontece por culpa do ciclista, pois não há estatística que comprove isso. Mas no geral a edição está muito boa e eu realmente recomendo.
Muita gente não usa capacete porque acha o visual feio e muito esportivo, ou acaba optando por modelos mais discretos. É o caso de Lucas Kanyó, dono de uma bicicleta dobrável Dahon Eco (em breve farei um post atualizado sobre dobráveis no Brasil), que deu o seguinte depoimento em uma entrevista no site "O Guia Verde":
Por uma questão estética, até eu ter um acidente, não usava o capacete. Acho o desenho do capacete esportista aerodinâmico de mau gosto. Não combina, pois eu uso bicicleta como meio de transporte. Daí achei esse modelo que parece capacete de esqueitista... esse eu uso com prazer.
Com os olhos nesse segmento dos ciclistas urbanos, a empresa dinamarquesa Yakkay desenvolveu uma linha de capacetes que parecem chapéus, bonés, boinas. Trata-se de um capacete que lembra os utilizados no skate, com uma "capa" com a qual você pode disfarçá-lo. E ainda há algumas opções de cores disponíveis, de acordo com o modelo.
Ainda não tem quem venda aqui no Brasil, mas você pode mandar um e-mail (em inglês, alemão ou dinamarquês) para o fabricante, para ver se dá-se um jeito. :)
Entregas feitas por ciclistas, em empresas especializadas e com entregadores treinados, custam bem menos que entregas motorizadas e não poluem o ar que respiramos, entre outras vantagens. Uma moto polui cerca de doze vezes mais que um carro e, por incrível que pareça, até mesmo mais que um ônibus.
Faça um teste: na próxima entrega, chame uma empresa de bikeboys e avalie o trabalho. Você vai se surprender. Não é mais demorado e é mais barato que o serviço de motofrete (a Via Bike de Curitiba, por exemplo, afirma custar 40% menos que os serviços de motoboy).
Mais de 300 pessoas fizeram uma manifestação muito bonita nesse sábado, com camisetas brancas com a foto da vítima, faixas e cartazes. No local do crime, penduraram uma bicicleta branca, pintaram uma estrela negra no asfalto e rezaram.
A "bicicleta fantasma" é utilizada em todo o mundo como homenagem a ciclistas mortos no trânsito. E segundo informação de um dos participantes, a estrela negra é utilizada na Colômbia, também para marcar os locais de mortes de ciclistas.
Willian Cruz é mountain-biker praticante do estilo cross-country, mas adora descer uma escadinha com sua hard-tail. Ciclista urbano por definição, trilheiro de vez em quando, cicloturista quando pode, competidor uma vez ou outra e cicloativista na medida do possível, dá seus pulos por aí na área de informática. Gerente de Sistemas e Desenvolvedor com 18 anos de experiência, já trabalhou para empresas como Editora Globo, iG, Globo.com, Mandic e G&P, tendo participado de diversos projetos de publicação de conteúdo na internet.
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Eu sou um cara bem acessível e sempre interessado em incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte. Também não ganho a vida com esse site, então dificilmente vou querer te cobrar pelo uso ou discordar de alguma utilização. Mas é sempre bom ter minha autorização para usar os textos... ;)